Pneumonia: o que causa, quais são os sintomas e como prevenir a doença
A pneumonia é uma doença infecciosa que afeta os alvéolos pulmonares. A má qualidade do ar é um dos principais fatores de risco, sendo responsável pelo agravamento e morte de 30% dos casos de pneumonia em todo o mundo, de acordo com o Global Burden of Disease.
O que causa uma pneumonia?
A pneumonia acontece quando agentes infecciosos conseguem invadir as vias respiratórias e chegar a essa região. Os principais são:
- bactérias — a causa mais frequente no Brasil, sendo a Streptococcus pneumoniae a principal bactéria causadora;
- vírus — invasores como o vírus da gripe (Influenza) e da Covid-19 podem descer facilmente aos pulmões e causar quadros infecciosos;
- fungos — esses são casos mais raros, que costumam afetar principalmente pessoas com o sistema imunológico mais enfraquecido;
- aspiração — ocorre quando há uma inalação acidental de alimentos, líquidos ou até saliva direto para o pulmão.
Para entender o que é a pneumonia, imagine os pulmões como pequenas bexigas (alvéolos) que se enchem de ar. Quando a infecção acontece, essas "bexigas" ficam inflamadas e cheias de líquido ou pus, dificultando muito a respiração.
Quais são os sintomas da pneumonia?
Os sintomas mais recorrentes da pneumonia incluem:

- tosse constante;
- febre alta;
- falta de apetite;
- fraqueza e cansaço;
- dores no tórax e de cabeça;
- dificuldade de respirar;
- sensação de mal-estar;
- rigidez nos músculos e articulações;
- alterações na pressão arterial;
- secreção de muco purulento, amarelado ou esverdeado.
Os sintomas da pneumonia podem variar entre sinais leves a gravíssimos, dependendo da causa da doença, idade e saúde do paciente. Por isso, é importante buscar ajuda médica especializada assim que os sinais de um resfriado começarem a piorar subitamente.
Como reconhecer uma pneumonia silenciosa?
A pneumonia silenciosa (ou atípica) é perigosa justamente porque ela não apresenta os sinais clássicos, como a febre alta ou a tosse severa. Muitas vezes, o paciente sente apenas um cansaço extremo, confusão mental ou uma leve falta de ar ao fazer esforço diário.
Para reconhecer uma pneumonia silenciosa, fique atento aos sinais:
- sensação de cansaço constante;
- dor de cabeça;
- sensação de mal-estar;
- febre baixa.
Ela é uma forma mais sutil da doença, mas pode trazer complicações pela demora no diagnóstico e tratamento.
Como se pega pneumonia?
A infecção acontece quando as defesas do organismo estão mais sensíveis e a pessoa tem contato com bactérias, vírus ou fungos que afetam o sistema respiratório. As principais formas de contágio e infecção incluem:
- inalação direta — ao respirar gotículas contaminadas suspensas no ar;
- contato físico — ao tocar em superfícies sujas e, em seguida, levar a mão aos olhos, nariz ou boca;
- aspiração — quando há engasgos que levam secreções ou alimentos direto para a via respiratória;
- evolução de gripes — quando uma infecção viral respiratória prévia compromete as defesas do pulmão.
A pneumonia pode ser um agravante da gripe?
Sim. Na verdade, a infecção pulmonar é uma das complicações mais comuns e sérias da gripe.
Isso acontece porque o vírus Influenza machuca a mucosa respiratória e enfraquece a imunidade, facilitando uma invasão bacteriana secundária. Por isso, se os sintomas da gripe piorarem, busque ajuda médica o quanto antes.
Quais são os tipos de pneumonia?
A pneumonia pode ser classificada conforme o agente causador (bacteriana, viral, fúngica ou química) ou pela forma de contágio, que pode ser comunitária ou hospitalar. Quadros específicos, como a pneumonia aspirativa ou atípica, também exigem atenção diferenciada.
A seguir, entenda as características de cada uma e como elas afetam o sistema respiratório.
Pneumonia bacteriana
A pneumonia bacteriana é o tipo mais comum e agressivo da doença, causada por bactérias que infectam os alvéolos pulmonares, exigindo tratamento médico imediato com antibióticos.
Ela é comumente causada pela bactéria Streptococcus pneumoniae (pneumococo), que pode se proliferar após uma gripe mal curada.
Pneumonia viral
A pneumonia viral é uma infecção causada por vírus (como o da gripe ou COVID-19) que se instalam nos pulmões, podendo abrir caminho para infecções bacterianas secundárias.
Pneumonia fúngica
A pneumonia fúngica é um tipo mais raro e grave, provocado pela inalação de fungos expostos no ambiente ou mofo excessivo em locais úmidos.
Ela ocorre geralmente em pessoas com o sistema imunológico muito debilitado ou quando há exposição excessiva a esses agentes, especialmente em cômodos fechados e sem ventilação.
Pneumonia química
A pneumonia química é uma inflamação nos pulmões desencadeada pela inalação de substâncias irritantes, como fumaça, agrotóxicos ou produtos de limpeza tóxicos.
Pneumonia comunitária
A pneumonia comunitária é aquela contraída no convívio social diário, sendo a forma mais frequente de infecção pulmonar na população.
Pneumonia hospitalar
A pneumonia hospitalar é a infecção adquirida durante a internação de um paciente, sendo frequentemente mais resistente a medicamentos devido ao ambiente clínico.
Pneumonia aspirativa ou atípica
A pneumonia aspirativa ou atípica é causada pela entrada acidental de alimentos, líquidos ou saliva nos pulmões, ou por microrganismos que provocam sintomas menos comuns.
Qual a diferença entre pneumonia bacteriana e viral?
A principal diferença entre a pneumonia bacteriana e viral está no tempo de evolução da doença, que costuma ser acelerado na forma bacteriana e mais lento na infecção viral.
- Pneumonia bacteriana: costuma ter um início rápido e agressivo, com febre altíssima, calafrios e muita tosse com catarro espesso;
- Pneumonia viral: evolui de forma mais lenta, lembrando uma gripe muito forte, com tosse seca inicial, falta de ar progressiva e muita dor muscular.
Pneumonia é contagiosa por quanto tempo?
O tempo de transmissão da pneumonia varia de acordo com o tipo:
- pneumonia bacteriana — a pessoa deixa de transmitir a doença cerca de 24 a 48 horas após começar a tomar o antibiótico correto;
- pneumonia viral — permanece enquanto a pessoa ainda tiver sintomas respiratórios.
- pneumonia fúngica e química — não são contagiosas.
- pneumonias atípicas — têm um contágio mais prolongado, podendo durar de 2 a 4 semanas.
Pneumonia é perigosa?
A pneumonia é uma doença perigosa, que exige acompanhamento médico desde o início dos sintomas. Caso não seja tratada corretamente, ela pode evoluir para complicações graves, como insuficiência respiratória ou sepse (uma infecção generalizada no sangue).
Mas, quando o diagnóstico acontece no começo da doença, a resposta ao tratamento é muito positiva. Além disso, a vacinação contra gripe e pneumococo ajuda a proteger o organismo contra as formas mais severas e mortais da infecção.
O que cura a pneumonia?
O tratamento para pneumonia depende de qual é o tipo identificado. Os casos bacterianos, que são os mais comuns, geralmente são tratados com a administração de antibióticos potentes.
Se for um caso viral, o foco do tratamento é o uso de antivirais, hidratação intensa e repouso absoluto. Já os casos fúngicos pedem um tratamento com medicamentos antifúngicos específicos por semanas.
Evite a automedicação, pois isso pode piorar ainda mais o quadro. O tratamento certo deve ser prescrito por um médico especialista após identificar o que causou a doença.
Como o corpo reage pós-pneumonia?
A recuperação do pulmão é um processo lento e gradual. É normal que os sintomas persistam por um tempo, como a fadiga intensa e uma tosse de pneumonia residual ao longo das semanas seguintes.
Para garantir que a infecção foi curada, os médicos solicitam exames de raio-x de controle. No final do tratamento, pode ser necessário fazer fisioterapia para recuperar a capacidade pulmonar.
Quantos dias dura a tosse da pneumonia?
A infecção dura alguns dias com o tratamento certo, mas a tosse residual da pneumonia pode persistir entre duas a seis semanas. Caso isso aconteça, é importante continuar o monitoramento médico, para evitar uma recidiva da doença.
Quais são os grupos de risco da pneumonia?
A inflamação nos pulmões pode afetar qualquer pessoa. Porém, alguns grupos estão mais suscetíveis tanto de contrair a doença quanto de desenvolver complicações graves e internações. Conheça os principais deles a seguir.
Pneumonia em bebês e crianças
Crianças e bebês podem contrair a doença, principalmente até 2 anos, devido à predisposição às infecções. Isso acontece porque o sistema imunológico deles ainda está em desenvolvimento.
Para evitar pneumonia em crianças, evite o contato delas com pessoas resfriadas ou gripadas, além de evitar sua exposição em locais aglomerados, com muita poluição e fumaça. Redobre, também, os cuidados nos períodos em que as infecções respiratórias são mais comuns.
Além disso, é importante manter as vacinas da gripe em dia, principalmente as que têm histórico de infecções recorrentes ou problemas pulmonares (bronquite e asma).
Pneumonia em idosos
Os idosos são o grupo de maior risco porque, com o envelhecimento, os pulmões perdem a elasticidade e o sistema imunológico natural se enfraquece. Por isso, essa população é mais suscetível a complicações mais graves em doenças respiratórias.
Para diminuir as chances de contágio, além de manter as vacinas anuais em dia, é importante diminuir visitas quando ele estiver gripado e redobrar a higiene do ambiente onde eles dormem.
Pneumonia em gestantes
Durante a gravidez, a capacidade de expansão pulmonar da mulher diminui e a imunidade sofre adaptações naturais para proteger o bebê. Com isso, ela fica mais exposta a infecções respiratórias graves.
Para proteger a gestante, é importante evitar o contato direto com pessoas doentes, manter os cômodos sempre ventilados e tomar a vacina da gripe, que é segura para grávidas.
Pneumonia em pessoas com doenças crônicas
Pacientes com doenças como asma, diabetes, cardiopatias ou bronquite crônica possuem maior sensibilidade no sistema imunológico, causando sobrecarga no organismo em quadros de infecção pulmonar.
Para este grupo, é importante ter um controle rigoroso da saúde e contar com o apoio de purificadores de ar para diminuir as chances de transmissão da doença.
O que não se deve fazer quando está com pneumonia?
Saber o que pode piorar a pneumonia é fundamental para evitar que a doença se agrave. Por isso, evite esses hábitos para ter uma recuperação mais tranquila:
- fumar ou ingerir bebida alcoólica, pois pode interferir na recuperação e atrapalhar o efeito dos medicamentos;
- fazer esforço físico;
- interromper a medicação antes do tempo previsto;
- ambientes poluídos ou com ar-condicionado.
Por isso, com os cuidados certos e o monitoramento da qualidade do ar interno, fica mais fácil passar por esse período e se recuperar sem complicações.
Qual exame detecta pneumonia?
Para diagnosticar a pneumonia, o médico opta por diversas avaliações: pelo exame clínico, auscultação dos pulmões, hemograma, análise da secreção (nasal ou da garganta) e radiografias de tórax.
Com os resultados em mãos, o profissional identifica se há, de fato, um quadro de pneumonia, qual o tipo e se há complicações que exigem maior atenção ou um tratamento mais intenso.
Como prevenir a pneumonia?
Algumas medidas importantes para prevenir a pneumonia incluem:
- manter a vacinação em dia — manter as vacinas contra gripe, COVID-19 e pneumococo atualizadas é a estratégia mais segura e eficaz para evitar formas graves da doença;
- manter uma higiene rigorosa — lavar as mãos frequentemente e utilizar álcool em gel reduz drasticamente a chance de vírus e bactérias atingirem os pulmões pelas vias aéreas;
- ter hábitos de vida equilibrados — manter uma alimentação saudável, hidratação constante e evitar o tabagismo fortalece o sistema imunológico contra invasores;
- criar ambientes saudáveis — a qualidade do ar faz toda a diferença. Por isso, os esterilizadores de ar oferecem uma camada extra de proteção, eliminando microrganismos suspensos no ambiente e tornando o ar do seu quarto muito mais seguro.
Adotar esse conjunto de medidas preventivas é a melhor forma de blindar seu sistema respiratório contra infecções graves. Ao unir o cuidado pessoal à tecnologia e aos benefícios do purificador de ar, você garante uma proteção contínua e um ambiente muito mais saudável para seus pulmões.
Como o Sterilair pode ajudar a prevenir pneumonia?
O Sterilair é um esterilizador de ar rigorosamente testado por instituições renomadas, como USP e Fiocruz, comprovando sua eficácia de até 99% na eliminação de microrganismos. Essa tecnologia exclusiva o torna um dos maiores aliados na prevenção de doenças graves como a pneumonia, pois elimina os agentes infecciosos antes que eles atinjam o sistema respiratório.
O aparelho oferece proteção total de forma totalmente silenciosa, sendo ideal para quartos e ambientes de descanso. Além disso, um dos grandes diferenciais é que o Sterilair não exige a troca de filtros, garantindo máxima economia e praticidade para manter sua família protegida 24 horas por dia.
Dúvidas frequentes sobre pneumonia
Como dormir com pneumonia?
Para dormir de forma confortável enquanto estiver com pneumonia, o indicado é na posição lateral, de preferência do lado esquerdo. Deve-se usar um travesseiro que possa preencher o espaço entre a cabeça e o colchão e outro para ficar entre as pernas semiflexionadas. Essa postura ajuda a alinhar a coluna e as vias aéreas ficam liberadas, auxiliando na respiração.
Por que a tosse piora à noite?
Existem alguns motivos para a tosse piorar à noite, como as posições ao deitar-se e, também, as inflamações da garganta que podem incomodar quando estão inchadas, que, dependendo da posição do corpo, tocam uma nas outras e causam a tosse. Além disso, há também a possibilidade de ser uma questão de refluxo.
Qual é o repouso para quem está com pneumonia?
O repouso deve ser absoluto nos primeiros dias de tratamento da pneumonia. Após os primeiros dias, pode fazer atividades extremamente leves para que o corpo economize energia para curar os pulmões.
O frio piora a pneumonia?
O frio em si não causa a infecção, mas resseca as vias aéreas e faz com que a pessoa passe mais tempo em locais fechados, facilitando o contágio por vírus e bactérias.
Como saber se a pneumonia está melhorando?
O primeiro sinal de que está melhorando é o fim da febre. Além disso, a respiração vai ficando mais fácil, o apetite volta e o cansaço diminui após iniciar o tratamento médico correto.
O que é pneumonia por Covid?
A pneumonia por Covid é uma inflamação grave causada pela ação direta do vírus SARS-CoV-2 (Covid-19), que compromete a troca de oxigênio e gera falta de ar.
Referências
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